Cláudia Leitte, a internet e a lei

No Brasil, que tem lei para tudo – inclusive para tratar de crimes na internet -; no Brasil, onde a Justiça é morosa em quase tudo; no Brasil, que mantém centenas de presos jogados em celas imundas, mesmo com penas já cumpridas, a cantora Cláudia Leitte, 30 anos, nascida Cláudia Cristina Leite Inácio Pedreira, estimula por todos os meios de comunicação a admiração (portanto, elogios) por sua voz e corpo. Merece. É uma figura pública, querida de muitos.

Cláudia Leitte ganhou espaço, recentemente, em uma revista semanal de informação, mostrando-se preocupada porque, na opinião dela, a internet é “terra de ninguém”, “terra sem lei”.

Não é. É um cenário de todos, com tudo que o ser humano pode produzir de positivo e de negativo.

Há uma série de exemplos. Amplia a liberdade de expressão e torna mais transparentes os serviços e servidores públicos, do guarda da esquina ao Presidente da República, contribui com a educação e com a prestação de serviços etc.

Na Folha de S. Paulo de hoje, a artista volta ao tema. Quer filtros no mundo virtual, sem explicar quem vai operá-los, diante de uma ferramenta de uso global.

Trechos:

“Leis existem, ao menos no papel, mas precisamos de uma legislação célere como a própria internet, capaz de responsabilizar e punir com o rigor da Justiça aqueles que dela fazem mau uso. E por ser mãe e também cidadã, eu desejo que no mundo virtual existam filtros o mais rápido possível. Enquanto isso não acontece, vou educar meu filho ensinando-lhe que “somos todos iguais, braços dados ou não” e que isso se estende à internet, essa terra de cegos, sem nomes ou imagens”.

LEI APLICADA

A lei está em uso, como divulgam diferentes jornais de hoje: a manchete de capa do Jornal do Brasil é “Guerra total à pedofilia”. “A Operação Tapete Persa, da Polícia Federal, atacou uma das maiores redes de pedofilia já descobertas no país. Cerca de 400 agentes, em 54 cidades de nove estados e do DF, cumpriram 81 mandados de busca, prendendo 21 acusados até à noite. A investigação começou na Alemanha e chocou os policiais pelo aumento de imagens de sadomasoquismo e violência sexual contra crianças. Um dos presos é coronel PM”.

O Correio Braziliense destaca que o “Brasil está entre os piores em pedofilia”. “Com base nas investigações realizadas em território nacional e na cooperação mantida com autoridades estrangeiras, a PF avalia que o Brasil figura entre os quatro países com maior volume de compartilhamento de imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Perde apenas para Alemanha, Espanha e Inglaterra”.

O Estado de S. Paulo faz a chamada “Ação da PF contra pedofilia prende 21”, com a informação de que “Um bebê de seis meses é uma das vítimas da rede”.

PRIVACIDADE

Os cuidados com a privacidade na internet chamam a atenção também dos jovens. O caderno Folhateen da Folha (26/7/2010) mostra a “Geração conta tudo”, alertando os jovens: “Poste o que você quiser, mas encare as conseqüências; na internet, nada some”.

Números: 29% dos adolescentes entre 13 e 17 anos deixaram de usar o Facebook (uma rede de relacionamento) no mês de abril; desses, segundo pesquisa de eMarketer, 13% foram motivados por preocupações com privacidade. 51%, para o Norton Online Family Report, afirmaram que estão mais cuidadosos no uso da internet.

RELAÇÃO “OVER”

Há um depoimento muito interessante no Folhateen, “Não achava minha relação com a rede “over”, até que…” , assinado por Ana Virgínia Balloussier.

“Eu e a internet temos uma longa história de amor e de ódio. Tem dias em que passo 12 horas on-line. Já estava no Twitter em 2008, quando o passarinho azul piava bem menos do que hoje. Mesmo assim, nunca achei minha relação com a rede “over”. Sempre tirei sarro daquelas meninas que criam Fotolog e Flickr para pôr retratos delas fazendo biquinho na frente do espelho.
Até que, há um ano e meio, uma repórter me ligou: preparava uma reportagem para o site de uma revista. E eu com isso? Bom, eu era o “isso”. A história era sobre mim!

Sem saber, estava sendo investigada havia semanas. A revista quis ficar na cola de uma pessoa que se expõe demais na internet. A repórter juntou todas as informações que encontrou sobre mim na rede e montou um dossiê que me assustou.

Ela descobriu (e publicou!) o nome de ex-namorados, o valor do meu salário, as baladas que frequento, os nomes dos meus irmãos, detalhes das tatuagens que tenho no corpo e até meu gosto por cinema e por miojo. E eu achava que não me expunha demais na web… Mais assustador ainda foram as pessoas que ficaram me chamando de “famosa” no Orkut. Se eu não respondia, algumas me xingavam.

No final, a experiência me deu uma sensação estranha. Imagine que o menino mais popular da classe pega seu diário e o lê em voz alta para a turma inteira. Agora multiplica isso por cem. Sacou?”

Fonte do depoimento para assinantes:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm2607201011.htm

Cláudia Leitte, no artigo de hoje, disponibiliza seu twitter:

twitter.com/ClaudiaLeitte

Fonte do artigo para assinantes:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2807201008.htm

9 Comentários para “Cláudia Leitte, a internet e a lei”

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